Como adaptar a casa para a autonomia e a independência do público maduro



Recebemos no nosso Portal a arquiteta e especialista em longevidade, Flavia Ranieri, que falou com exclusividade sobre projetos para o público mais longevo.


A profissional fala sobre geroarquitetura, sobre o foco de projetos na máxima independência e autonomia do usuário. Explica que mudanças podem ser feitas aos poucos, mesmo porque nem sempre é possível fazer tudo de uma vez só, inclusive em virtude dos custos. Então, orienta que as adaptações sejam realizadas de acordo com as necessidades ou os obstáculos que os moradores enfrentam. Nesta questão, um aspecto fundamental é perceber o que está tirando ou pode vir a tirar a sua segurança.


Por exemplo, se há dificuldade de lavar os pés durante o banho ou levantar do vaso sanitário, a ideia é solucionar o que precisar com barras. Trocar a posição de um um buffet da sala pode servir como um apoio para quem tem alguma dificuldade de caminhar.


Flavia Ranieri destaca que nem todas as pessoas são iguais e, portanto, as mesmas soluções nem sempre servem para todos. "As pessoas envelhecem de formas diferentes e é preciso respeitar essas particularidades", salienta.


Segundo a profissional, é preciso conhecer o perfil do morador, independentemente da idade. Então, o primeiro passo é entender o uso que a pessoa faz da casa. Por exemplo, se gosta de ler ou de ver TV, se fica muito tempo lá ou se sai o dia todo, se trabalha em sistema home office uma ou mais vezes por semana.


"A casa deve envelhecer junto com a gente", comenta. "E cada indivíduo envelhece de uma forma, então não há problema algum se um só fica em casa, por exemplo. Se for assim, que seja a melhor casa possível, convidativa e que torne seu dia-a-dia mais feliz e confortável". "Não vamos estereotipar'', acrescenta.


Vamos falar bastante sobre moradia. Escreva aqui suas opiniões e dúvidas sobre morar bem!






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