Hobbies e Talentos - A música como profissão aos 70






Gosta de música? O amor de José Reynaldo Barbosa dos Santos pelo violão e pelo cavaquinho começou aos 8 ou 9 anos e se tornou sua atividade profissional quando ele tinha quase 70. A seguir, o depoimento do músico e professor de violão e um vídeo curtinho com uma deliciosa amostra deste trabalho. De camisa vermelha, José Reynaldo toca Noel Rosa ao lado de Cristian Maricato ("Tutão").


"Meu hobby é música, gosto de ouvir música de vários estilos, tocar violão e um pouco de cavaquinho. A música começou cedo, com ou 8 ou 9 anos. Meu pai, que tocava violão e cavaquinho, me ensinou as primeiras posições de acompanhamento. Com meus tios e primos nos reuníamos quinzenalmente para o tradicional almoço na casa de meus avós, onde cantavam os sucessos da chamada “Velha Guarda”, que eram sambas, valsas, sambas-canção, marchinhas de carnaval, marchas-rancho, choros, etc. Todos tocavam de ouvido, sem partitura ou cifra.


Os intérpretes e compositores prediletos da família eram Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Maysa, Nelson Gonçalves, Ary Barroso, Herivelto Martins, Nelson Cavaquinho, Cartola, Dorival Caymmi, Dilermando Reis, Waldir Azevedo e tantos outros.


Nessa época havia também vários acordeonistas vindos na onda de Luiz Gonzaga, e meus pais me convenceram a fazer um curso de acordeon, que durou apenas seis meses, mas foi suficiente para conhecer fundamentos básicos de partitura.


Com o surgimento da Bossa Nova eu estava com 13 anos e me encantei com os acordes mais requintados de Tom Jobim e João Gilberto, e as letras e poesias de Carlos Lyra, Vinicius.


Esse movimento musical influenciou outros tantos talentosos intérpretes e compositores como Nara Leão, Elis Regina, Chico Buarque, Caetano, Gil, Roberto Menescal, Sidney Miller, e foi com eles que passei minha juventude, e passo até hoje, ouvindo essa nossa MPB tão diversa e tão rica.


Desde 1973 até meados de 2019, eu exerci a profissão de Consultor/Analista de Sistemas e trabalhei em empresas nacionais e estrangeiras na área de Sistemas de Informação, mas a música e o violão sempre fizeram parte do meu dia-a-dia. Nas horas de almoço nas empresas estava sempre procurando uma cifra caprichada para uma música.


Comecei a tocar com 9 anos de idade, nunca parei, a música sempre fez parte da minha vida, mas ela se transformou em trabalho quando eu tinha quase 70 anos.


Em 2011 conheci um grupo de amigos que se reuniam para tocar e cantar. Fui convidado a participar desse grupo, o SARAU BRASILEIRO que transformou a minha vida, com amizade, alegria e muita música. Com ele comecei a me expor musicalmente e me tornei conhecido das pessoas. O SARAU BRASILEIRO reúne-se mensalmente e sempre homenageia um(a) intérprete ou um(a) compositor(a).


Em 2017 fiz um curso de música no Hospital Premier, referência mundial em tratamentos paliativos, que trata de cuidados para doentes em estado terminal. O diretor do hospital entende que uma música traz mais resultados ao paciente do que um antibiótico. Esse curso me deu um certificado, que permite que eu toque em hospitais, casas de saúde e abrigo de idosos, para alegrar os residentes. É um trabalho muito bonito.


Para quem deseja começar a aprender, sugiro ouvir muita música. É necessário identificar o instrumento que mais lhe agrada e procurar uma escola de música ou um professor particular."


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