ENTREVISTA: Luciana Nardini, mentora, palestrante e consultora

 

ZENTA:  Existem ferramentas para  ajudar no registro de memórias?

 

LUCIANA NARDINI: Sem dúvida. No registro de memórias,  dependendo de cada uma das memórias, a gente tem uma ferramenta, pelo menos uma, que a gente possa utilizar para fazer o registro dessas memórias. Então podemos falar a mais conhecida de todas, que é o diário, que todo mundo sempre remete isso para memória. Temos outras ferramentas que também são utilizadas como o registro das memórias, álbum de fotos das suas mais diversas utilidades, temos listas de músicas, que são outra ferramenta interessante para a gente colocar nossas memórias, e há uma infinidade de ferramentas que, no curso, a gente esmiúça com mais precisão.

 

Z.: Como podemos fazer para resgatar memórias esquecidas?

 

L.N.: Memórias que foram esquecidas valem a gente fazer um exercício de mergulho interior. Então tem uma técnica que a gente utiliza de retroagir os anos da nossa vida e ir buscando, um momento de exploração, de resgate de informações com parentes, com amigos, com os pais, com os próprios filhos. E aí vamos registrando, é um exercício bastante emotivo, um exercício bastante profundo, porque resgata coisas que, às vezes, a gente nem quer  lembrar. Mas é interessante. O resultado, com certeza, é surpreendente.

 

Z. Quais são os tipos de memórias que existem?

 

L.N.: Nós temos  quatro tipos de memórias: 

A memória auditiva, que nos remete a barulhos e sons e nos  lembra algo quando ouvimos alguma coisa;

A memória tátil são os objetos que podemos remeter a algum tipo de lembrança;

A memória visual, que é por conta  de álbuns, paisagens, tudo que foi registrado pelos nossos olhos;

E, por fim, temos a memória escrita, que registramos por meio de um diário, de cartas. Até mesmo de atas de reunião fazem parte da nossa memória escrita.
 

Z.: Como aproveitar estas memórias para a nossa felicidade nessa jornada?

 

L.N.: Todo mundo sempre vai ter memórias. Memórias ruins, umas que são mais alegres, outras memórias que são mais tristes, mas eu acho que, olhando o lado positivo, o lado lúdico, o lado bonito das memórias, elas servem para deixarmos como legado do que a gente viveu e contar isso para todas as gerações. Se não fosse dessa forma, a gente não saberia como tinha sido a história passada. Mesmo as memórias que não são tão positivas, tão agradáveis para nós, valem também para que as próximas gerações não cometam os mesmos erros que foram cometidos no passado ou, pelo menos, que saibam que nem sempre é possível que tudo saia da melhor forma.

 

Z.:  Conte para nós, um pouco sobre a dinâmica da palestra que apresenta na Yolex (obs.: a próxima será no dia 15 de dezembro, às 18 horas).

 

L.N.: Ela é muito voltada à troca, muito mais um bate-papo do que uma palestra. Então, ao mesmo tempo em que eu vou aguçando a curiosidade das pessoas, eu também vou fazer que elas me ajudem a construir essa hora em que estaremos juntos. As pessoas também trazendo, resgatando as suas memórias, para que isso sirva de incentivo para que cada um passe a cultivar mais as suas memórias.

 

Mentora, palestrante e consultora apaixonada e estudiosa sobre gente, organização, planejamento e produtividade. Criadora  da LN Assessoria em Pessoas cujo propósito é o de ajudar pessoas e empresas a se organizarem em diversas atividades das suas rotinas.

Educação
Bate-papo trata das ferramentas para organizar memórias e dos diferentes tipos: auditiva, tátil, visual e escrita
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